9 de novembro de 2009

A fé e seus "encrementos"


É de impressionar a criatividade que essas igrejas pseudo-pentecostais tem tido nestes últimos anos! eles usam de tudo: rosas, mantos, Sabonetes, lenços, chaves, pulseirinhas, etc...
É incrível e ao mesmo tempo, lamentável!

Estava observando um programa iurdiano que sempre dá nas madrugadas, na Record, um bispo com um copo de Água na mão, ajoelhado sobre um manto vermelho (Chamado sagrado) e cheio de papéis escritos com nomes sobre o tal manto; diz a verdade: isso está mais pra "Macumba Góspel" do que pra "Fé Cristã".

Gostaria de saber quais são os respaldos bíblicos para essas bizarrices, já que, segundo a Bíblia, a fé em Cristo é o suficiente para salvar, curar, libertar e transformar o comportamento humano.

Eles adoram usar a passagem de Atos 19. 12, entretanto, vejo uma passagem mais do que restrita e isolada na Bíblia, sem contexto algum, e sem nenhuma outra citação em qualquer outra parte das Escrituras. Aliás, essa é uma das regras da Hermenêutica: "Texto sem contexto é pretexto!"
Sinceramente, chego a crer que a Bíblia seja um incógnita para tais deturpadores da fé!

Vale a pena citar o que disse o pastor Paulo Romeiro:
"Paulo faz uma séria advertência: "Sei, que depois da minha partida, lobos ferozes penetrarão no meio de vocês e não pouparão o rebanho". 
Talvez esteja aqui a resposta que muitos me têm feito ao redor do Brasil. Por que os movimentos religiosos controvertidos e as igrejas evangélicas que abrem suas portas para ventos de doutrinas crescem tanto? A resposta é: por que é bíblico. A Bíblia disse que muitos seguiriam os seus falsos ensinos."

Eles se julgam os "Poderosos Chefões" quando nos seus programas exprimem o seus "Altos Poderes" de persuasão!
Entretanto, se discernimento e conhecimento bíblico fossem obrigatoriedades para exercer um cargo eclesiástico, sem dúvida alguma, eles seriam reprovados!

 "Amados, procurando eu escrever-vos com toda a diligência acerca da salvação comum, tive por necessidade escrever-vos, e exortar-vos a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos.
 Porque se introduziram alguns, que já antes estavam escritos para este mesmo juízo, homens ímpios, que convertem em dissolução a graça de Deus, e negam a Deus, único dominador e Senhor nosso, Jesus Cristo
". (Judas 3, 4)

A boçalidade bíblica destes tais é de espantar!

5 de novembro de 2009

Um novo líder a nascer, por A. W. Tozer

Se o cristianismo rejuvenescesse, este rejuvenescimento teria que ser de alguma maneira diferente do que ocorre agora. Se a Igreja na segunda metade deste século XX pretende recuperar-se das feridas que sofreu durante a primeira metade, então precisará de um novo tipo de pregador. 

O conveniente chefe da sinagoga nunca vai funcionar. Nem o tipo sacerdotal que desempenha suas funções e recebe paga sem outras preocupações, nem o tipo pastoral com sua “língua de ouro” que sabe como fazer para que o “evangelho” seja saboroso e aceitável a todos. Todos estes tipos foram reprovados e nada resolveram.

Outro tipo de líder precisa surgir entre nós. Ele precisa ser do tipo do antigo profeta, um homem que tem visões de Deus, um homem que escuta a voz vinda do trono. Quando ele vir (e eu oro, oh Deus! Que não haja apenas um, mas muitos) ele questionará tudo aquilo que nossa civilização considera precioso. Ele colocará em dúvida, denunciará e protestará em nome de Deus e será alvo do ódio e da oposição de grande parcela da cristandade.


A.W. Tozer

3 de novembro de 2009

O PARADOXO ASSEMBLEIANO: O pastorado feminino. AD brasileiras X AD Mundiais


É a primeira vez que externo este assunto neste blog; todavia, é um assunto que sempre está em pauta na mente de muitos assembleianos: O fato do pastorado feminino.

Recentemente, no Concílio das Assembleias de Deus no EUA realizado em Agosto deste ano, foi reconhecida pela primeira vez uma mulher no Presbitério executivo, a Pastora A. Elizabeth Grant. As Assembleias de Deus Americanas concedem licensas à mulheres que exerçam o ministério nos USA. Aliás, esta mesma prática é seguida pela maioria das Assembleias de Deus ao redor do Planeta (O Brasil é uma excessão neste tema). [1]

Um caso de ordenação pastoral feminina, feito pelas AGs USA, é a da pastora Ruth Dorris Lemos, falecida no mês passado na cidade de São Paulo. Ela era Pastora credenciada pelas AGs dos Estados Unidos desde os anos 60, mas pelo imperialismo assembleiano brasileiro, não pôde assumir o cargo que tinha por direito, sendo chamada de "Irmã Dorris" ou "Missionária Dorris". 

Essa rejeição retardou até mesmo a fundação do 1º intituto bíblico assembleiano;  pastores como Paulo Leivas Macalão, Francisco Pereira do Nascimento e Gustavo Nordlund eram totalmente contras [2]. Hoje, alguns seminários teológicos levam até o nome deles!

Ao redor do Mundo o que mais se vê são pastoras administrando e liderando Igrejas Assembleias de Deus; Na Conferência Mundial das Assembleias de Deus, em Portugal, realizado no ano passado, tivemos a pastora assembleiana Patrícia Green minitrando a palavra. 

A mesma foi ordenada pastora pelas Assembleias de Deus na Nova Zelândia. Patrícia Green é sócia da missão Outreach Internacional que começou na Nova Zelândia em 1932 tendo atualmente mais de 200 missionários e cooperadores nacionais em aproximadamente 40 países. [4]


Foi a fundadora e diretora da “Landmark”, casas Cristãs para meninas, entre os anos de 1971 e 1987. Foi também a fundadora e directora do Ministérios de Rahab na Tailândia, entre 1988 e 2004. Neste momento trabalha com a instituição "Vaso de Alabastro". O ministério tem como objectivo alcançar mulheres prostitutas em Berlim, Alemanha. [4]

Nos EUA, tivemos casos de mulheres trabalhando como pastoras dentro das Assembleias de Deus, como a Irmã *Jennie Moore, esposa do Pastor Willian Seymor, fundador e precursor do Movimento Pentecostal da Rua Azusa Street. Ela foi pastora e Evangelista, e persistiu nestes cargos até depois da morte do esposo, em 1922. [3]


Temos também *Carrie Judd Montgomery, uma das mulheres líderes do movimento pentecostal no EUA, que foi ordenada pastora pelas Assembléias de Deus nos EUA em 1917.
Como também *Alice Reynolds Flor, ordenada em 1913, que teve um importante papel na Assembléia de Deus em Hot Springs, Arkansas. [3]

No Brasil, tivemos e temos casos de mulheres preeminentes no cenário assembleiano; entre elas se encontra a Miss. Frida Vingren, mas não falarei sobre a mesma, pois todos nós sabemos da sua liderança impecável e de sua colaboração para com as Assembleias de Deus.
Podemos citar mulheres como:

*Joaquina de Souza Carvalho, que por volta de 1926, mediante suas pregações, foi responsável pelo início das Assembléias de Deus na Bahia. [2]


*Matilde Brusaca, que após a década de 30, dirigiu a igreja de Tucuruí-PA, durante 10 anos, antes da chegada do primeiro pastor. [2]


*Florência Silva Pereira, que na década de 50, dirigiu um campo com seis igrejas no Estado de Sergipe. [2]


e ainda, a Irmã *Antonieta Rosa Vieira, que em 1992, tornou-se dirigente da congregação "Porta das Ovelhas", ligada à Assembléia de Deus da Penha -RJ [2]. Hoje, esta mesma igreja possui cerca de 1000 membros e está na liderança do esposo da Iª. Antonieta, o Dc. Antônio Vieira.

Ainda no ensino bíblico cristão, temos também em destaque o trabalho das irmãs Frida Vingren, Ruth Doris Lemos, Albertina Malafaia, Helena Figueiredo, Lídia Fernandes, dentre outras que poderíamos aqui citar. [2]

Talvez você se pergunte o porquê da abordagem deste tema. É para causar polêmica? Não, mas se causar, saibam que não foi essa a intenção!

O que quero deixar claro são as minhas dúvidas:
 Porque todas as Assembleias de Deus no Mundo reconhecem o ministério feminino e a igreja brasileira não?

Será que somos a única ramificação das Assembleias de Deus que pensamos teologicamente diferente a esse respeito?

Porque não reconhecemos papéis importantes em nossa denominação, como a quase invisível Frida Vingren?

Porque estamos reconhecendo cargos como os "APÓSTOLOS"- como já são chamados os líderes da Assembleia de Deus em Santos-SP e da Assembleia de Deus Missão Apostólica da Fé (Antiga Assembleia de Deus em São Cristóvão-RJ) - e não reconhecemos mulheres que tanto colaboraram para o crescimento desta Igreja?

Não estou aqui defendendo o título "Pastora". Estou aqui defendendo o papel da mulher dentro das Assembleias de Deus, seja como líder de mocidade, como professora da EBD ou como uma Conferencista.
Há décadas temos virado o rosto para mulheres de Deus, que tem se empenhado para o bom andamento da obra do Senhor.

O meu medo é que, tudo isso não passe de uma herança ideológica que herdamos dos missionários suecos ou ainda, a defesa do machismo nordestino que por, algum motivo, permeou nossa denominação!

Bem disse a Irmã Rebekáh Câmara, esposa do Pr. Samuel Câmara, no seu Twitter:
"Há quem questione se Deus usa mulheres para fazer a sua obra. Enquanto estão a discutir, eu olho para a Bíblia e vejo Deus usando mulheres."
 

Fontes:
[1] Blog do Irmão Elizeu Antônio Gomes 

[2] História da Convenção Geral das Assembléias de Deus, Silas Daniel; Dicionário do Movimento Pentecostal, por Isael de Araújo.
[3] Blog do Pastor Altair Germano