Recentemente, no Concílio das Assembleias de Deus no EUA realizado em Agosto deste ano, foi reconhecida pela primeira vez uma mulher no Presbitério executivo, a Pastora A. Elizabeth Grant. As Assembleias de Deus Americanas concedem licensas à mulheres que exerçam o ministério nos USA. Aliás, esta mesma prática é seguida pela maioria das Assembleias de Deus ao redor do Planeta (O Brasil é uma excessão neste tema). [1]

Essa rejeição retardou até mesmo a fundação do 1º intituto bíblico assembleiano; pastores como Paulo Leivas Macalão, Francisco Pereira do Nascimento e Gustavo Nordlund eram totalmente contras [2]. Hoje, alguns seminários teológicos levam até o nome deles!
Ao redor do Mundo o que mais se vê são pastoras administrando e liderando Igrejas Assembleias de Deus; Na Conferência Mundial das Assembleias de Deus, em Portugal, realizado no ano passado, tivemos a pastora assembleiana Patrícia Green minitrando a palavra.

A mesma foi ordenada pastora pelas Assembleias de Deus na Nova Zelândia. Patrícia Green é sócia da missão Outreach Internacional que começou na Nova Zelândia em 1932 tendo atualmente mais de 200 missionários e cooperadores nacionais em aproximadamente 40 países. [4]
Foi a fundadora e diretora da “Landmark”, casas Cristãs para meninas, entre os anos de 1971 e 1987. Foi também a fundadora e directora do Ministérios de Rahab na Tailândia, entre 1988 e 2004. Neste momento trabalha com a instituição "Vaso de Alabastro". O ministério tem como objectivo alcançar mulheres prostitutas em Berlim, Alemanha. [4]
Nos EUA, tivemos casos de mulheres trabalhando como pastoras dentro das Assembleias de Deus, como a Irmã *Jennie Moore, esposa do Pastor Willian Seymor, fundador e precursor do Movimento Pentecostal da Rua Azusa Street. Ela foi pastora e Evangelista, e persistiu nestes cargos até depois da morte do esposo, em 1922. [3]
Temos também *Carrie Judd Montgomery, uma das mulheres líderes do movimento pentecostal no EUA, que foi ordenada pastora pelas Assembléias de Deus nos EUA em 1917.
Como também *Alice Reynolds Flor, ordenada em 1913, que teve um importante papel na Assembléia de Deus em Hot Springs, Arkansas. [3]
No Brasil, tivemos e temos casos de mulheres preeminentes no cenário assembleiano; entre elas se encontra a Miss. Frida Vingren, mas não falarei sobre a mesma, pois todos nós sabemos da sua liderança impecável e de sua colaboração para com as Assembleias de Deus.
Podemos citar mulheres como:
*Joaquina de Souza Carvalho, que por volta de 1926, mediante suas pregações, foi responsável pelo início das Assembléias de Deus na Bahia. [2]
*Matilde Brusaca, que após a década de 30, dirigiu a igreja de Tucuruí-PA, durante 10 anos, antes da chegada do primeiro pastor. [2]
*Florência Silva Pereira, que na década de 50, dirigiu um campo com seis igrejas no Estado de Sergipe. [2]
e ainda, a Irmã *Antonieta Rosa Vieira, que em 1992, tornou-se dirigente da congregação "Porta das Ovelhas", ligada à Assembléia de Deus da Penha -RJ [2]. Hoje, esta mesma igreja possui cerca de 1000 membros e está na liderança do esposo da Iª. Antonieta, o Dc. Antônio Vieira.
Ainda no ensino bíblico cristão, temos também em destaque o trabalho das irmãs Frida Vingren, Ruth Doris Lemos, Albertina Malafaia, Helena Figueiredo, Lídia Fernandes, dentre outras que poderíamos aqui citar. [2]
Talvez você se pergunte o porquê da abordagem deste tema. É para causar polêmica? Não, mas se causar, saibam que não foi essa a intenção!
O que quero deixar claro são as minhas dúvidas:
Porque todas as Assembleias de Deus no Mundo reconhecem o ministério feminino e a igreja brasileira não?
Será que somos a única ramificação das Assembleias de Deus que pensamos teologicamente diferente a esse respeito?
Porque não reconhecemos papéis importantes em nossa denominação, como a quase invisível Frida Vingren?
Porque estamos reconhecendo cargos como os "APÓSTOLOS"- como já são chamados os líderes da Assembleia de Deus em Santos-SP e da Assembleia de Deus Missão Apostólica da Fé (Antiga Assembleia de Deus em São Cristóvão-RJ) - e não reconhecemos mulheres que tanto colaboraram para o crescimento desta Igreja?
Não estou aqui defendendo o título "Pastora". Estou aqui defendendo o papel da mulher dentro das Assembleias de Deus, seja como líder de mocidade, como professora da EBD ou como uma Conferencista.
Há décadas temos virado o rosto para mulheres de Deus, que tem se empenhado para o bom andamento da obra do Senhor.
O meu medo é que, tudo isso não passe de uma herança ideológica que herdamos dos missionários suecos ou ainda, a defesa do machismo nordestino que por, algum motivo, permeou nossa denominação!
Bem disse a Irmã Rebekáh Câmara, esposa do Pr. Samuel Câmara, no seu Twitter:
"Há quem questione se Deus usa mulheres para fazer a sua obra. Enquanto estão a discutir, eu olho para a Bíblia e vejo Deus usando mulheres."
[1] Blog do Irmão Elizeu Antônio Gomes
[2] História da Convenção Geral das Assembléias de Deus, Silas Daniel; Dicionário do Movimento Pentecostal, por Isael de Araújo.
[3] Blog do Pastor Altair Germano
[3] Blog do Pastor Altair Germano
1 comentários:
Ola Cleison!
Estou passeando na net para conhecer blogs cristãos, saber o que o povo está buscando e falando... E para divulgar meu blog, o Genizah.
Muito legal o trabalho que vocês fazem aqui! Parabéns.
Vou seguir vocês e espero pela oportunidade daquela troca de irmão em Cristo aqui ou no meu blog, se você me der a honra e prazer da visita.
Genizah é um blog de apologética cristã com uma boa dose de humor. Nosso time é formado por escritores, pastores, humoristas e chargistas cristãos.
Espero que goste. Paz e Bem!
Danilo
http://www.genizahvirtual.com/
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