31 de março de 2010

Des-escatologia

por Alan Brizotti
Estamos vivendo um acelerado processo de des-escatologia. A urgência das teologias do agora, filhotes do imediatismo exacerbado da atualidade, tem destruído o anseio do porvir. A esperança escatológica, outrora tão viva e, por vezes decivisa na caminhada cristã na história, tem amargado um esquecimento sutil. Iludidos pela sociedade da pressa, desistimos de esperar, como o coelho branco, de Alice no país das maravilhas, "estamos atrasados".

Grande parte da "culpa" desse declínio do anseio escatológico vem das construções teológicas extremistas do passado. Aquela "escatologia do desespero", ao estilo cinematográfico, apenas conseguia gerar manifestações do medo, e o medo não compartilha do amor. Em I João 4. 18, o apóstolo afirma: "No amor não há medo. Antes o perfeito amor lança fora o medo, porque o medo produz tormento. Aquele que teme não é aperfeiçoado em amor". O medo ajudou a lançar esperanças escatológicas no terreno longínquo do esquecer.

Outra causa desse declínio está mentalidade da ficção. Muitos cristãos já não acreditam na realidade celeste. Para muitos, se Jesus Cristo voltar, estragará nossos planos, nossos projetos futurísticos, nossas catedrais. Por que ir embora daqui, se já estamos tão bem istalados? "Essa estória de céu é só para incrementar uma ideologia que perde espaço no mundo da novidade". Essa mentalidade da ficcção tira as cores do horizonte escatológico, transformando as realidades celestes em suspiros de uma aventura idealizada, porém jamais vivida em desdobramentos reais.

Para muitos, céu é uma jogada de marketing.

A des-escatologia é a tragédia dos que desistiram de esperar. É a dor da ausência. É a tristeza teológica de sentir-se em casa aqui. É perder o olhar que visuzaliza a Jerusalém Celestial, a Pátria Gloriosa, o Excelente Porvir, a Cidade Santa, a Presença Sagrada do Pai de Amor. O incrível é que o número de pessoas infectadas pelo vírus da des-escatologia é assustadoramente crescente.

O dinheiro também tem papel decisivo nessa batalha. Ele produz uma contradição mortal: enquanto a fé cristã genuína nos promete o céu, o dinheiro promete a terra - e como ele está muito mais visível - optamos por suas promessas, ainda que elas não nos devolvam a paz! Como vivemos num mundo domindo pelo dinheiro (principalmente nos ambientes eclesiásticos), nossos sonhos não conseguem projetar-se no amanhã abençoado de Deus.

Não precisamos voltar às estradas assombradas por escatologias talibãs, mas carecemos do resgate da abençoada esperança. Não precisamos fugir do inferno, apenas fortalecer nossos laços com a pátria sagrada daqueles que nasceram de novo, e que aguardam ansiosamente pelo soar da trombeta.

Guardados na esperança, ouçamos a promessa fiel: "Eis que venho sem demora! A minha recompensa está comigo, para dar a cada um segundo a sua obra. Eu sou o Alfa e o Ômega, o primeiro e o último, o princípio e o fim" (Ap. 22. 12, 13)

Alguém disse que "A esperança do cristão de chegar à glória não está no fato de que Cristo está nele, mas sim em o Cristo que está nele ser um fato".

25 de março de 2010

Salvação é o que precisamos.

Por Cleison Brugger.

Texto: Mateus 14. 22-32

O Cristianismo é bem atraente para os que estão dentro do barco; até porque, é bom e impressionante, servir a Um que pode andar sobre as águas.
É bem verdade que gostamos daquilo que é sobrenatural. Gostamos daquilo que envolve coisas que ultrapassam os limites da razão. Pedro era um desses.

A cena de ver alguém caminhando sobre as águas foi algo impressionante. É bom saber que o Deus a quem servimos é Soberano no impossível. Pedro, atraído, quis provar da "sobrenaturalidade", porém, as coisas não ocorreram conforme suas ideias: vento forte, escuridão, águas revoltas, medo, pavores e submersão eram coisas que não estavam em seus planos, e aí, clamou pela única coisa pela qual residia o interesse de Jesus ao vir à Terra: salvação. Pedro, atraído pelo poder sobrenatural do Senhor, quis provar de tal prerrogativa, mas as circunstâncias o levaram a clamar pela única coisa pela qual ele seria livrado da morte: salvação (Mateus 14. 30).

O Cristianismo em primeiro plano é algo aceitável, pois é maravilhoso saber que o Deus a quem servimos é Soberano e seu poder é extremamente infinito.
Todavia, ao ingressarmos na fé neste Deus que tem poderes sobrenaturais, devemos contar com os momentos de ventos fortes, escuridão  e medo (João 16. 33) e aí, perceberemos que a única coisa pela qual precisamos realmente do Senhor é sermos salvos.

Quando a salvação for para nós a maior e melhor prerrogativa, vinda de Deus, que nos aconteceu, o poder sobrenatural do Senhor se torna apenas um predicado do Deus a quem servimos, e não o centro das atenções.   

Que a nossa predileção esteja na pessoa de Cristo Jesus e não apenas em seu absoluto poder.

Cleison Brugger.

23 de março de 2010

Pastor Alfredo Reikdal na glória

Pastor Alfredo Emílio Reikdal, líder da AD Ipiranga e genro de um dos pioneiros da AD Brasil, Pr. Bruno Skolimowski.

É com tristeza e pesar que comunicamos que já dorme no Senhor, um patrimônio das Assembléias de Deus no Brasil, e líder de uma das mais importantes Assembléias de Deus em solo pátrio, Pastor Alfredo Emílio Reikdal. Esse fato ocorreu na manhã de hoje (23/03/10).

Pastor Reikdal como era conhecido, há 67 anos era o Presidente da Assembleia de Deus Ministério do Ipiranga em São Paulo. Foi um dos fundadores e também Presidente da COMADESPE, Convenção dos Ministros das ADs no Estado de São Paulo por vários mandatos.

 Assembléia de Deus no Ipiranga, São Paulo

Em 1996 fundou a COMOESPO, Convenção dos Ministros Ortodoxos do Estado de São Paulo, ligada a CGADB, Convenção Geral das ADs no Brasil.

Aos 94 anos, pastor Reikdal era considerado patrimônio da AD no Brasil que está prestes a completar 100 anos.

Conforme informações preliminares obtidas, comunicamos que o corpo será velado no templo da Assembléia de Deus no Ipiranga, situado à Avenida Ricardo Jafet, número 214 - Ipiranga - São Paulo - SP, à partir do 13,00 h de hoje, de onde sairá para o sepultamento programado para amanhã (24.03.2010) às 16,00 h, no Cemitério da Paz, Que fica no bairro do Morumbi.

As informações acima foram retiradas do Blog POINT RHEMA