3 de janeiro de 2012

Os benefícios de ter prazer na Lei do Senhor - Parte I

por Cleison Brugger

Existem implicações diretas concernente ao ler e meditar as Escrituras, e uma delas é esta: "Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores, antes, tem o seu prazer na Lei do Senhor e na Sua lei, medita de dia e de noite. Pois será como a àrvore planta junto aos ribeiros, a qual dá o seu fruto na estação própria, suas folhas não caem, e tudo quanto fizer, prosperará. Não são assim os ímpios, mas são como a moinha que o vento espalha" (Salmo 1. 1-4)

Todo aquele que "tem o seu prazer na Lei do Senhor e, na sua lei, medita de dia e de noite" (vv.2) está firmemente balizado e corretamente edificado, pois, segundo o Salmo, "será como a árvore plantada junto a ribeiro de águas" (vv.3a). Isso quer dizer que estará como uma árvore fincada num bom lugar, uma árvore corretamente enraizada em lugares onde o nivel de vivência é plenamente excelente, que é junto a ribeiro de águas. Não é maravilhoso ser comparado a uma árvore que constantemente é alimentada pelas águas calmas da Palavra? O Salmo continua dizendo que essa árvore "dá o seu fruto na estação própria" (vv.3b), conotando a ideia de que seu ciclo está perfeitamente organizado. Ela não está desregrada, pelo contrário, tem sua época específica de frutificar. Os santos não são imprevisíveis e levados por emoções. Eles são banhados pelas águas calmas da Palavra. Muitos são os que até dão fruto, mas os dão fora de época (suas ações não interagem com o tempo certo de executá-las), mas os santos dão frutos na estação própria! um momento conversando com um santo é o suficiente para comer do seu fruto e sair alimentado. Ele está encharcado das águas da Palavra!

O Salmo 1.3c diz: "Suas folhas não caem, e tudo quanto fizer, prosperará". Suas folhas não caem, porque estão verdes! quantos galhos secos temos em nossos dias, inclusive dentro das igrejas. Gente sem fruto, ramo sem flor, árvores sem vida. Certamente, suas Bíblias estão guardadas em algum lugar da estante, pois aqueles cujas Bíblias estão despencando e amareladas de tanto ser folheadas, certamente não estão como suas Bíblias, pelo contrário, estão erguidos, com suas folhas reverdecentes! e o melhor é que "tudo quanto fizer, prosperará". Suas sementes têm vida e prosperam. Elas, ao invés de morrer, vingam! Não dão frutos podres ou com sabor não-palatável, mas produzem bons e agradáveis frutos. Seus filhos são contaminados pelas águas frias da Palavra. Eles são excelentes no discipulado, pois formam verdadeiras "mudas do Senhor" que, com o tempo, tornar-se-ão "árvores plantadas junto a ribeiros".

Contudo, o Salmo diz: "Não são assim os ímpios, mas são como a moinha que o vento espalha" (vv.4). Diga-me qual é a vantagem de ser guiado pelos ímpios conselhos, se deter no caminho dos pecadores e se assentar na roda dos que zombam, se o seu fim é a morte, é ser como a moinha que o vento espalha, é ser como a erva que está aqui e logo não estará mais? É vantajoso ter prazer na Lei do Senhor e na Sua lei meditar diuturnamente! ainda que sejamos chamados de antiquados, no final, ão de perceber que éramos sábios, pois os caminhos que seguíamos, de fato, nos conduzia à vida, enquanto o caminho deles os levava para um caminho oposto ao nosso.

Ainda considerando a implicação de que quem tem prazer na Lei do Senhor está bem balizado e corretamente edificado, gostaria de mostrar-lhe Mateus 7, mas esse é um próximo texto.

Deus te abençoe!

27 de dezembro de 2011

Um recado aos apologetas de plantão!

por Cleison Brugger

Pra início de conversa, não venho aqui defender A ou B, ou com a intenção de depreciar algum grupo específico. Nada disso. Aliás, tenho pensado seriamente em excluir este blog, pois em nossos tempos, está havendo uma febre chamada "relevância". Nas redes sociais isso é uma realidade. Todo mundo quer escrever, ou no Facebook, ou no Twitter, ou nos blogs, ou onde quer que seja, algo relevante. Todo mundo quer dar o seu pitaco, a sua opinião, o seu parecer. Todos querem ser relevantes, de algum modo. E assim, acabamos sendo "irrelevantemente relevantes". Não quero ser mais um.
 Contudo, acho digno e justo vir aqui escrever sobre o último ocorrido: a manipulação das fotos do pastor Silas Lima Malafaia. Logo que as fotos cairam na rede, os "apologetas" de plantão não perderam tempo! chamando o supracitado pastor de "safado", "mercador", "vendilhão da fé" e outros nomes, eles adoraram as fotos. Lhes cairam como luvas. E também tem os que ficaram tristes depois que souberam que as fotos eram montagens. Poxa, seria uma notícia e tanto!

Como disse, não venho defender ninguém. Não aprecio o pastor Silas Malafaia, nem suas atitudes. Vejo mais um (des)serviço feito ao evangelho e tenho minhas razões para isso. Agora, promover-se as custas dele querendo mostrar uma "apologética" (que de Apologética não tem nada!) é o cúmulo! Não digo de quem manipulou as fotos; esse será cobrado, de alguma forma; ouviremos dele(a) na mídia, quando o próprio pastor Silas Malafaia falar que estará processando o indivíduo por seu ato. Digo daqueles que, usando estas fotos, rebaixaram o tal pastor (que já tem a fixa suja por demais!) em nome da "verdade"! Esse não é um papel de gente que se diz cristã!

As Escrituras são enfáticas ao dizer que "não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais" (Efésios 6.12). Não lutamos contra pessoas. Não digo com isso que não podemos tecer críticas e expressar nossa desaprovação, mas desde que isso seja feito com decência, lealdade, sinceridade e AMOR. A Verdade DEVE ser defendida e partilhada com amor. Em sua pessoa e em seus ensinamentos, Jesus reuniu a verdade e o amor. Seu amor foi expresso em verdade, e Ele falou a verdade com amor. O apóstolo João escreveu: "aquele que diz estar nele, também deve andar como ele andou" (IJo. 2.6).

É fácil identificar aqueles que se importam muito com a verdade, mas que quase não têm amor. Sua fé é expressa principalmente por palavras. São "grandes estudiosos da Bíblia", e podem até resumir seus livros e fazer um gráfico das épocas, mas são dificeis de se andar com eles, e a verdade que conhecem (ou pensam que conhecem) não é uma ferramenta de construção: é uma arma de luta. Eles adoram rivalizar!

A verdade precisa do amor, pois a verdade sem amor tende a tornar as pessoas orgulhosas. "A ciência incha, mas o amor edifica" (ICo. 8.1). A verdade sozinha pode ser destrutiva, mas o amor capacita a verdade a nos edificar. Quando a verdade é partilhada com amor (mesmo se a verdade ferir), no final nos ajuda. [...] Uma criança sempre pensa que todas as pessoas que a beijam são amigas, e que todas as pessoas que nelas batem são inimigas. Mas uma pessoa madura sabe a diferença real. Algumas vezes a verdade pode nos machucar antes que possa nos curar, mas se formos feridos em amor, logo, a cura virá. Esse fato nos ajuda a compreender que alguns ministérios da Palavra são divisíveis e destrutíveis. Há verdade neles, mas a verdade não é partilhada com amor [1].

Que defendamos a Verdade, mas que façamos isso para engrandecer ao Deus Soberano, e não como forma de nos auto-promovermos, pois os que fazem isso são tão hipócritas quanto aqueles a quem eles apontam.

Fonte:
[1] WIERSBE, Warren W. A oração intercessória de Jesus. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, p. 137

14 de dezembro de 2011

Nem tudo o que parece ser, é

por Cleison Brugger

"-Fulano é uma bênção!"; "- Aquela irmã é muito humilde!"; "-Aquele irmão é muito honesto"; "-Aquele pastor é um homem de Deus"; "Aquela irmã é tão espiritual!". Será?
Frequentemente, julgamos as pessoas da maneira como achamos que elas são. Porém, um comportamento isolado que ela teve conosco, não pode moldar ou pautar como é a sua vida em geral. Existe um ditado que diz: "Quem anda com Pedro, come com Pedro e dorme com Pedro é quem sabe quem é Pedro". De fato, as Escrituras nos orientam: “O meio de identificar uma árvore, ou uma pessoa é pela qualidade do fruto que dá” (Palavras de Jesus em Mateus 7.20 VIVA).

Precipitar-se ao julgar se uma pessoa é humilde, honesta, boa, sincera não é bom. Na verdade, estes julgamentos são muito subjetivos, quando feitos à luz de nossos achismos. Outrossim, muitos julgam uma pessoa com base em algo que não serve como diretriz para um julgamento correto, como por exemplo, a humildade. Sei que você já ouviu isso: "Olha a roupa dela.. ela é tão humilde!". Ora, o modo como alguém se veste não quer dizer que a pessoa é, de fato, humilde. Vários são os fatores que podem dizer o porquê daquela pessoa se vestir daquele jeito: baixa renda, por opção, desleixo, gosto, etc., mas não humildade. Somos instados a não julgar pela aparência, e sim, de acordo com a reta justiça (Jo. 7.24).

Conheço pessoas frustradas na igreja, porque acreditavam que uma pessoa era boa, correta e "de Deus", mas que na verdade não era o que aparentava ser. Uma das minhas grandes birras com a igreja é que muitos têm sido consagrados ao santo ministério sem uma avaliação criteriosa de como é a vida daquele obreiro fora das delimitações da igreja. Na verdade, temos muitos chamados ministros, mas poucos ministros chamados. Igrejas estão morrendo porque obreiros foram consagrados por emoção e outras motivações tendenciosas. Sabemos de pastores e cantores que, em cima do altar, fazem o escarcéu e trazem o céu à terra, mas que, descendo dali, são pessoas arrogantes, soberbas, metidas, orgulhosas e anti-cristãs. Essa contradição não pode ser tolerada! o esboço do pregador deve ser a sua vida.

Discernimento é o que precisamos. Não podemos abrir a nossa casa e o nosso coração para qualquer pessoa. Não podemos receber qualquer mensagem, qualquer palavra e sermos levados pela emoção, "porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo" (I Jo. 4.1). As Escrituras nos orientam: "Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do Senhor" (Jr. 17.5), contudo, "Bendito o homem que confia no Senhor, e cuja confiança é o Senhor" (Jr. 17.7). Somente no Senhor devemos confiar, pois somente Ele conhece a mim, a você, aos outros e também nos permite que O conheçamos (Jr. 29.13).